O Racismo de cada dia e a luta antiracista

A luta contra o racismo – FLCMF

Os últimos acontecimentos nos EUA e no BRASIL viraram pautas de debates, desejos por luta e principalmente por justiça. Não podemos mais aceitar o mundo do jeito que está, não podemos mais aceitar que existam pessoas racistas, não podemos mais aceitar essa estrutura.
Tudo isso está bem nítido para nós, negros, acho que isso não é uma novidade. A novidade, talvez seja, que, pessoas brancas e privilegiadas estão começando a entender como o racismo funciona e como o seu privilégio pode e deve ser usado no combate ao racismo.
Estão entendendo o que Angela Davis brilhantemente disse que não basta não ser racista, temos que ser antiracista.

"“não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”
O caso chocante da morte violenta, sem motivos e cruel de George Floyd nos EUA é diretamente ligada a tantas outras no Brasil e no mundo. É fruto do racismo.
O racismo nos mata todos os dias. Quando nos mata literalmente, está matando psicologicamente.  [Leitura complementar]
É uma luta diária para sermos vistos e tratados humanamente.
Somos vitimas de uma estrutura chamada racismo que possui meios de controle e manutenção dessa estrutura, com isso sofremos pelo racismo institucional, individual e o estrutural.
Esses dias, por exemplo, vi uma matéria mostrando o quanto os seriados podem disseminar o estereótipo do negro bandido e do policial branco salvador.  Esse é um meio do racismo sobreviver, se manter incutindo na cabeça das pessoas que o homem negro é perigoso. Estrutural.
No entanto, também esses dias houve uma matéria sobre uma mulher branca que estava cometendo uma infração e quando um homem negro chamou sua atenção. Ela decidiu mentir e chamar a polícia dizendo que um homem negro estava ameaçando a sua vida, o que foi provado ser uma mentira.
Então, a partir do conhecimento que ela tem sobre a estrutura, sobre os seus privilégios e do estereótipo racista ela utilizou isso para desumanizar, criminalizar um homem negro inocente. Individualmente.
O homem possuía a gravação, mas foi embora do local imaginando o que poderia acontecer se a polícia acreditasse naquela mulher. Teve medo de sofrer pelo racismo institucional que a polícia costuma fazer.  Uma palavra de qualquer pessoa branca, vale mais do que a de um negro, principalmente se for um homem negro.
Ou ainda posso citar o homem que foi vexatoriamente e com truculência abordado pela polícia por ser negro, sendo o mesmo também policial e ainda do FBI.
Esses dois últimos casos sendo exemplos de racismo Institucional.
Lembrando que o racismo institucional não é por ser a instituição polícia, mas sim por policiais utilizarem de sua autoridade para coagir, menosprezar e usar de violência contra as pessoas negras.
Mas isso pode acontecer outras formas, uma empresa que tem em sua política que as funcionárias negras devem manter o cabelo alisado ou ainda as que não contrata pessoas negras demais.

Enquanto o racismo existir não estamos livres. Não estamos seguros e nem saberemos como será daqui há uma hora mais tarde.

“Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade.” Malcom X

Não podemos apenas viver com a comodidade de não ser racista e odiar o racismo. Temos que combate-lo e desconstruirmos mais pessoas pelo caminho. Utilizar os nossos privilégios para proteger, defender e lutar por um mundo justo e diferente.
Somos diferentes graças a Deus.



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